Todos os números deste site saem do mesmo exemplo: Onix 1.0 financiado, seis dias por semana, dez horas por dia, meta de R$ 4.000 líquidos no mês. São contas reais do app, não ilustração.
A maioria desconta a gasolina do valor da corrida e chama o resto de lucro. Só que a parcela corre mesmo com o carro parado, o pneu gasta por quilômetro rodado, o óleo vence por tempo ou por km — o que vier primeiro — e o carro perde valor todo mês.
O Muvaro soma os seis custos, divide pelos quilômetros que você realmente roda e devolve um número só: quanto sai cada quilômetro.
Pensar por tanque esconde o custo: um tanque de R$ 300 parece muito ou pouco dependendo de quanto ele rende. O app converte para o único número que serve na hora de decidir uma corrida — quanto de combustível cabe em cada quilômetro.
É a mesma fórmula para carro e moto. O que muda é o consumo, e a diferença é brutal: a moto de entrega faz quase três vezes mais quilômetros com o mesmo litro.
O preço do litro é o do posto onde você abastece de verdade, não a média da cidade. Quem roda flex informa o combustível que usa mais.
Ninguém sabe de cabeça quantos quilômetros roda por mês, mas todo mundo sabe quantos dias e quantas horas trabalha. O app converte — e é aqui que mora a única estimativa estrutural do sistema.
A velocidade média de 18 km/h parece baixa, e é: ela conta o trânsito parado, o tempo buscando passageiro e o tempo esperando embarque. Esse número não fica chumbado — depois de 50 corridas ele é substituído pela sua velocidade medida.
O 4,33 é 52 semanas dividido por 12 meses. Usar 4 arredonda o mês para baixo e infla o custo por quilômetro em 8%.
Manutenção não é percentual do valor do carro — é peça que acaba. Cada item tem um preço e uma vida útil em quilômetros, e o custo por quilômetro é a divisão dos dois. Somando tudo dá o que o carro gasta de peça a cada quilômetro rodado, mesmo nos meses em que você não gasta nada.
| Item | Preço | Vida útil | Por km |
|---|---|---|---|
| Jogo de 4 pneus | R$ 1.600 | 40.000 km | R$ 0,0400 |
| Troca de óleo + filtro | R$ 280 | 10.000 km | R$ 0,0280 |
| Alinhamento e balanceamento | R$ 150 | 10.000 km | R$ 0,0150 |
| Correias e tensores | R$ 900 | 60.000 km | R$ 0,0150 |
| Embreagem (carro manual) | R$ 1.800 | 100.000 km | R$ 0,0180 |
| Pastilhas de freio | R$ 320 | 35.000 km | R$ 0,0091 |
| Discos de freio | R$ 500 | 70.000 km | R$ 0,0071 |
| Fluido de freio e aditivo | R$ 200 | 30.000 km | R$ 0,0067 |
| Bateria | R$ 550 | 90.000 km | R$ 0,0061 |
| Jogo de velas | R$ 180 | 30.000 km | R$ 0,0060 |
| Lâmpadas e palhetas | R$ 150 | 25.000 km | R$ 0,0060 |
| Filtro de combustível | R$ 90 | 20.000 km | R$ 0,0045 |
| Filtro de cabine | R$ 80 | 20.000 km | R$ 0,0040 |
| Filtro de ar | R$ 70 | 20.000 km | R$ 0,0035 |
| Total | — | — | R$ 0,1690 |
O exemplo do app usa R$ 450 porque é o que o motorista digitou. A tabela acima é a estimativa honesta de quem roda esse tanto. Quando o motorista não sabe os próprios custos, é essa tabela que o app usa — e ele pode tirar o que não se aplica, como a embreagem num carro automático.
Depreciação é o custo que ninguém sente no bolso até a hora de vender. A taxa começa pela idade do veículo, mas ela sozinha mente: a tabela de mercado assume um carro particular, que roda cerca de 12.000 km por ano. Um carro de aplicativo roda isso em dois meses e meio.
Por isso o app multiplica a taxa por um fator de quilometragem, com teto de 1,6 — sem o teto, quem roda 60.000 km por ano chegaria a taxas irreais.
| Idade do veículo | Taxa anual base |
|---|---|
| 0 a 1 ano | 15% |
| 2 a 4 anos | 12% |
| 5 a 8 anos | 10% |
| 9 anos ou mais | 7% |
É o erro mais comum quando alguém tenta montar essa conta sozinho. A alíquota de IPVA para automóvel fica entre 1,9% e 4% do valor venal. Chutar 12% multiplicaria esse custo por três, inflaria o custo por quilômetro e faria o app mandar recusar corrida boa.
| Estado | Alíquota | Onix de R$ 62.000 | Por mês |
|---|---|---|---|
| Paraná | 1,9% | R$ 1.178 | R$ 98 |
| Acre, Espírito Santo, Santa Catarina | 2% | R$ 1.240 | R$ 103 |
| Pernambuco | 2,4% | R$ 1.488 | R$ 124 |
| Bahia, Pará, Paraíba | 2,5% | R$ 1.550 | R$ 129 |
| RN, RS, RR, AP, DF, MS | 3% | R$ 1.860 | R$ 155 |
| Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo | 4% | R$ 2.480 | R$ 207 |
Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins cobram por faixa de potência do motor. Nesses, o app estima 3% e deixa o campo editável. Muitos estados isentam moto de até 150cc.
A maioria das seguradoras cobra mais caro de quem usa o carro para trabalhar, e algumas recusam a apólice comum. Por isso o app estima pela faixa de uso em aplicativo, não pela de uso particular.
Muito motorista roda sem seguro. Nesse caso o campo vai a zero e o custo por quilômetro cai — mas o risco continua lá, e o app diz isso na tela em vez de fingir que o número melhorou.
| Perfil | Taxa anual sobre a FIPE |
|---|---|
| Carro popular, uso particular | 3% a 5% |
| Carro popular, uso em aplicativo | 6% a 9% |
| Carro acima de R$ 100 mil | 4% a 6% |
Quase ninguém tem na cabeça quanto gasta de manutenção por mês. Então o app oferece um atalho: você escolhe marca, modelo e ano, ele busca o valor na tabela FIPE e deriva os quatro custos que você não sabe. Tudo volta editável — a estimativa é ponto de partida, não imposição.
Usa a tabela por UF. Se o estado cobra por potência, estima 3%.
Faixa de uso comercial, não de uso particular.
A tabela de catorze itens, ajustada aos seus quilômetros.
Taxa por idade, multiplicada pelo fator de quilometragem.
Isso muda como a busca funciona. O código 8988 do Onix, por exemplo, cobre só os anos de 2020 a 2027 — quem tem um Onix 2015 cai em outro código. O app busca por versão e mostra os anos que aquela versão realmente teve, em vez de listar todos os anos de fabricação do nome.
Locadora de carro e de moto cobra por semana, não por mês. Converter com 4 semanas erra o mês inteiro; o certo é 4,33. Num aluguel de R$ 180 por semana, a diferença entre os dois é de R$ 59 por mês entrando ou saindo do seu custo.
E tem duas linhas que simplesmente somem. O aluguel quase sempre inclui manutenção, então esse campo zera. E veículo alugado não deprecia no seu bolso — ele não é seu, não perde valor pra você.
Pneu furado e multa quase sempre continuam com o motorista. O app avisa isso na tela e deixa somar depois nos ajustes.
Se o app só cobrisse o custo, ele estaria te dizendo quando você não está pagando pra trabalhar — e isso é pouco. O mínimo do Muvaro é quanto a corrida precisa pagar pra você cobrir os custos e bater a meta de lucro que você mesmo definiu.
É por isso que a meta entra no quiz. Sem ela não existe mínimo, existe só ponto de equilíbrio.
Dois motoristas na mesma rua, com a mesma corrida na tela, têm mínimos diferentes. Um tem o carro quitado, o outro paga R$ 1.800 de parcela.
É por isso que o Muvaro não publica uma tabela de preço justo.
A maioria dos apps te prende num número. Mas corrida curta e cara e corrida longa e barata são negócios diferentes, e às vezes os dois valem. No Muvaro você configura dois perfis, e o semáforo abre verde se a oferta bater o Perfil 1 ou o Perfil 2 — não precisa bater os dois.
| Critério | Perfil 1 · Ideal | Perfil 2 · Alternativo |
|---|---|---|
| Ganho por km | R$ 1,93 | R$ 1,40 |
| Ganho por hora | R$ 35 | R$ 50 |
| Nota mínima do passageiro | 4,85 | 4,70 |
O Perfil 1 nasce calculado pelo quiz. O Perfil 2 nasce desligado — quem liga e edita é você, e o app nunca mexe nele de novo, nem quando recalibra o resto.
Bateu os dois critérios de algum perfil ativo. Sobram R$ 16,97 depois de descontar o custo da corrida.
Bateu um critério e falhou no outro, ou caiu na faixa entre os dois perfis. O cartão mostra qual das quatro métricas puxou pra baixo.
Abaixo do que te paga. Com custo de R$ 1,08 por km, essa corrida deixa R$ 0,01 de sobra por quilômetro.
Valor bom não compensa risco. Verde vira amarelo, e o cartão diz por quê.
Quilômetro rodado sem passageiro é custo puro. Entra na conta e no rebaixamento.
Corrida de R$ 6 pode ter R$/km bom e ainda assim não valer o desgaste.
Essa não rebaixa: vai direto pra vermelho, independente de qualquer perfil.
O cartão não dá só o veredito — ele mostra a conta. Cada métrica tem a barrinha dela, avaliada em separado, então um cartão vermelho pode ter a barra da nota verde. Você vê exatamente o que derrubou.
E a linha de cima diz o que o leitor entendeu da tela, com um botão pra reportar erro. Se o app leu errado, você corrige em vez de ficar desconfiando do número.
Distância total quer dizer com o embarque incluído. Uma corrida de 12,7 km que exige 0,8 km até o passageiro são 13,5 km de desgaste, e é por 13,5 que o app divide. Dividir só pela viagem infla o R$/km em 6%.
O app cronometra o dia inteiro e separa em estados. É o jeito mais direto de ver por que um dia de nove horas rendeu menos que um de sete — quase sempre a resposta está no tempo que não aparece no extrato de ninguém.
Esse dia fechou em R$ 41,70 por hora online. As duas faixas do meio — aguardando corrida e buscando passageiro — são 38% do dia sem ninguém no carro, e é delas que sai a diferença entre um dia bom e um ruim. Quando o módulo de entrega sair, essa tela ganha um quinto estado: esperando no restaurante.
Você digita o que o cliente pagou e o app mostra a diferença. É só da corrida que você digitou, calculado na hora, com os seus números.
O app não divulga esse número, não compara entre motoristas e não guarda em lugar nenhum fora do seu aparelho. Não é campanha contra ninguém — é a sua conta, pra você decidir o que fazer com ela.
Todo número que o app não pode perguntar nasce como estimativa. Mas estimativa que fica chumbada vira mentira, então cada uma tem um plano de morte: conforme você roda, ela é substituída pela sua medição, com peso crescente.
Medida pelos km e minutos reais das corridas, sem contar o tempo parado.
É a constante mais sensível: a 3,1 entregas/h o mínimo cai de R$ 8,70 pra R$ 6,13.
A partir de cinco retiradas, cada restaurante ganha o atraso dele.
Se você registrar abastecimentos, o declarado dá lugar ao medido.
Quando o custo por km muda mais de 10%, aparece um aviso com o valor antigo e o novo. Mudar número de ganho escondido é o tipo de coisa que destrói a confiança no app — e sem confiança o semáforo não serve pra nada.
A conta da moto é outra: o combustível rende três vezes mais, a manutenção pesa o dobro e existe um custo que o motorista não tem — o tempo parado na porta do restaurante.
Corridas, entregas, custos e ajustes são gravados só no seu telefone.
O app não monta ranking de motorista nem divulga o que você ganha.
Exporta tudo em planilha quando quiser, e apagar a conta apaga de verdade.
7 dias de garantia pra pedir tudo de volta · cancele quando quiser
O Muvaro está em testes fechados no Android. A versão da Play Store chega em breve.
Entender a conta